
O eletrocardiograma, também chamado de ECG, é um exame simples, rápido e indolor que registra a atividade elétrica do coração em repouso. Para isso, são colocados pequenos eletrodos no tórax, braços e pernas.
Ele ajuda a avaliar o ritmo dos batimentos cardíacos, sinais de arritmias, alterações sugestivas de infarto do miocárdio, sobrecarga das câmaras do coração e algumas alterações causadas por medicamentos.
O ECG pode ser indicado em casos de dor no peito; palpitações; tonturas ou desmaios; falta de ar; suspeita de arritmias; avaliação antes de cirurgias; acompanhamento de hipertensão arterial, infarto do miocárdio prévio ou outras doenças cardíacas; uso de medicamentos que podem alterar o ritmo do coração, entre outras indicações.
O eletrocardiograma geralmente não exige jejum. O ideal é usar roupas confortáveis e evitar cremes, óleos ou loções no tórax no dia do exame, pois eles podem dificultar a fixação dos eletrodos. Homens com muitos pelos no peito podem precisar de pequena raspagem em alguns pontos para melhorar o contato dos eletrodos com a pele.

O ecocardiograma transtorácico é um ultrassom do coração. Ele permite observar o coração em movimento, avaliando o tamanho das cavidades, a força de contração, o funcionamento das válvulas e o fluxo de sangue dentro do coração. É um exame não invasivo, sem radiação e, na maioria das vezes, indolor.
O ecocardiograma transtorácico é amplamente usado para avaliar A estrutura e funcionamento cardíaco.
O ecocardiograma pode ser solicitado para avaliar sopros cardíacos; falta de ar; inchaço nas pernas; insuficiência cardíaca; doenças das válvulas do coração; coração aumentado ou músculo cardíaco espessado; hipertensão arterial de longa duração; alterações no eletrocardiograma de repouso; acompanhamento após infarto do miocárdio; próteses valvares; doenças congênitas do coração, entre outras indicações.
Na maioria dos casos, o ecocardiograma transtorácico não precisa de jejum. O paciente fica deitado, geralmente de lado, enquanto o profissional passa um gel no tórax e movimenta o aparelho de ultrassom sobre a pele. É recomendado usar roupa confortável e de fácil retirada na parte superior do corpo.

O ecodoppler de carótidas e artérias vertebrais é um exame de ultrassom que avalia as artérias do pescoço responsáveis por levar sangue ao cérebro. Ele permite identificar placas de gordura, estreitamentos, obstruções e alterações no fluxo de sangue. É um exame seguro, indolor, não invasivo e sem radiação.
Pode ser indicado para investigação de casos de acidente vascular cerebral ("derrame cerebral") ou isquemia cerebral transitória (conhecida popularmente como “ameaça de derrame”); avaliação de placas de gordura nas carótidas (estratificação de risco cardiovascular); sopro no pescoço; acompanhamento de estreitamentos já conhecidos; pacientes com múltiplos fatores de risco (hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo ou histórico familiar importante); avaliação após cirurgia ou procedimento nas carótidas, com a angioplastia e colocação de stent.
Geralmente não é necessário jejum. O ideal é usar roupas confortáveis, evitar gola alta e retirar colares ou acessórios do pescoço. Durante o exame, o paciente fica deitado enquanto o profissional aplica gel no pescoço e avalia as artérias do pescoço com o transdutor.

O Holter é um exame que registra os batimentos cardíacos por um período prolongado, geralmente por 24 horas, mas pode ser feito por períodos maiores, conforme a indicação médica. Diferente do eletrocardiograma comum, que registra apenas alguns segundos da atividade elétrica do coração, o Holter acompanha o ritmo cardíaco durante as atividades habituais do paciente, inclusive durante o sono.
O Holter pode ser solicitado para investigar palpitações (aceleramentos ou sensação de falhas nos batimentos cardíacos); tonturas ou desmaios; suspeita de arritmias; controle de arritmias já conhecidas; avaliação da resposta a medicamentos; investigação de pausas ou batimentos muito lentos, entre outras indicações.
No dia da colocação do aparelho, o ideal é tomar banho antes, pois normalmente o paciente não deve molhar o aparelho durante o período de monitorização.
Evite cremes, óleos ou loções no tórax. Use roupas confortáveis e, se possível, mais soltas. Durante o exame, o paciente deve manter suas atividades habituais, salvo orientação diferente do médico, e anotar sintomas, horários de sono, esforço físico, palpitações, tonturas ou dor no peito.

A MAPA é um exame que mede a pressão arterial automaticamente durante 24 horas, ao longo do dia e da noite. O paciente usa um aparelho preso à cintura e uma braçadeira no braço, semelhante à usada para medir pressão no consultório.
Esse exame permite saber como a pressão se comporta nas atividades do dia a dia e durante o sono. Ele ajuda a identificar hipertensão arterial, queda excessiva da pressão, pressão alta apenas no consultório e ausência de queda noturna da pressão.
As diretrizes brasileiras de MAPA descrevem o método como ferramenta importante para avaliação da pressão fora do consultório.
A MAPA pode ser indicada para confirmar diagnóstico de hipertensão arterial; avaliar se o tratamento da pressão está funcionando; investigar pressão alta apenas no consultório, chamada de hipertensão do avental branco; investigar pressão normal no consultório, mas alta fora dele, chamada de hipertensão mascarada; avaliar tonturas, desmaios ou suspeita de queda de pressã; avaliar a pressão durante o sono; acompanhar pacientes com alto risco cardiovascular.
O exame deve ser marcado, de preferência, em um dia de atividades habituais. Recomenda-se tomar banho antes da instalação do aparelho, pois ele não deve ser molhado durante o período de uso. A roupa não pode apertar os braços, pois nesse local será colocado o manguito (bolsa de borracha que infla para realizar a medição da pressão arterial).
Também é importante informar os medicamentos em uso, com doses e horários. Evite realizar exercícios físicos nas 24 horas que precedem o exame e, também, durante o exame.
Durante as medições, o braço deve ficar relaxado e parado (esticado ao lado do corpo). O paciente também deve anotar horários de sono, refeições, medicamentos, sintomas e atividades mais importantes.

O escore de cálcio ou escore de cálcio coronariano é uma tomografia do coração feita para medir a quantidade de cálcio nas artérias coronárias, que são os vasos que irrigam o músculo cardíaco.
A presença de cálcio nas coronárias indica sinais de aterosclerose, ou seja, placas de gordura e cálcio nas artérias. Quanto maior o escore, maior costuma ser a carga de doença aterosclerótica e maior o risco cardiovascular futuro. A American Heart Association descreve o teste como uma tomografia que identifica depósitos de cálcio nas artérias do coração e ajuda a estimar risco de doença cardíaca, como o infarto do miocárdio.
O escore de cálcio pode ser indicado para avaliar melhor o risco cardiovascular em pessoas sem sintomas; ajudar na decisão sobre iniciar ou intensificar tratamento para reduzir o colesterol, pacientes com risco intermediário de doença cardiovascular; pessoas com histórico familiar importante de infarto precoce; pacientes com fatores de risco (hipertensão, diabetes, colesterol alto ou tabagismo) quando há dúvida sobre a intensidade da prevenção.
O exame é rápido, não invasivo e que não usa contraste. Na maioria das vezes, não exige nenhum preparo. O paciente deve informar se está grávida ou se existe possibilidade de gravidez, pois o exame utiliza radiação. Também deve levar exames anteriores, quando disponíveis.

A angiotomografia coronariana é uma tomografia com contraste que permite visualizar as artérias coronárias. Ela ajuda a identificar placas de gordura, estreitamentos e obstruções nas artérias do coração.
É um exame não invasivo, muito útil para avaliar a presença de doença arterial coronariana, especialmente em pacientes selecionados com dor no peito ou suspeita de doença nas coronárias.
Estudos e revisões descrevem a angiotomografia coronariana como um método de alta acurácia para detectar doença coronariana obstrutiva em pacientes adequadamente selecionados.
Pode ser indicada para investigação de dor no peito em pacientes selecionados; avaliação de suspeita de doença coronariana; exclusão de obstruções coronarianas em pacientes de risco baixo a intermediário; avaliação de anomalias congênitas das coronárias (coronárias anômalas); esclarecimento de exames funcionais duvidosos; planejamento em algumas situações clínicas específicas.
Como geralmente é feito com contraste iodado, o paciente deve informar alergia a contraste, doença renal, uso de metformina, histórico de asma grave ou reações alérgicas importantes ao contraste iodado.
Pode ser necessário fazer exame de sangue para avaliar a função dos rins antes do procedimento. Em muitos serviços, recomenda-se jejum por algumas horas. Também pode ser orientado evitar cafeína antes do exame, pois uma frequência cardíaca mais baixa costuma melhorar a qualidade das imagens.É importante levar exames anteriores, lista de medicamentos e seguir as orientações específicas do serviço onde o exame será realizado.

A cintilografia de perfusão miocárdica é um exame de medicina nuclear que avalia a circulação de sangue no músculo cardíaco. Ela compara a irrigação do coração em repouso e após estresse, que pode ser feito com exercício (teste dec esteira) ou com medicação (dipiridamol, adenosina ou dobutamina).
O objetivo é identificar áreas do coração que recebem menos sangue (isquemia ou fibrose miuocárdica), principalmente em situações de suspeita de obstrução nas artérias coronárias.
Serviços de medicina nuclear descrevem a cintilografia de perfusão miocárdica como exame usado para avaliar o suprimento de sangue ao músculo cardíaco em repouso e durante estresse.
Pode ser solicitada para investigar dor no peito; avaliar suspeita de isquemia, ou seja, falta de sangue no músculo cardíaco; avaliar pacientes com doença coronariana conhecida; estratificar risco após infarto do miocárdio; avaliar resultado de angioplastia coronariana ou cirurgia de revascularização; investigar falta de ar quando há suspeita de causa cardíaca; avaliar pacientes que não conseguem fazer teste ergométrico adequado; avaliação pré-operatória em cirurgias de maior risco.
As orientações podem variar conforme o protocolo do serviço. Em geral, pode ser necessário jejum por algumas horas e suspensão de cafeína, como café, chá preto, chimarrão, refrigerantes à base de cola, energéticos e chocolate, antes do exame.
Alguns medicamentos podem interferir no resultado e só devem ser suspensos se houver orientação médica. O paciente deve informar previamente o nome dos remédios em uso, exames anteriores e informar se tem asma, bronquite importante, arritmias, marcapasso, gravidez ou possibilidade de gravidez. O exame pode durar algumas horas, pois costuma ter etapas de repouso e estresse.
Como mencionado anteriormente, a etapa de estresse pode ser realizada com estresse físico (teste de esteira, que é a forma ideal) ou por meio do uso de medicamentos (dipiridamol, adenosina ou dobutamina). A escolha do tipo de estresse que será empregado sera definido de acordo o quadro de cada paciente.
Autor: Dr. Tufi Dippe Jr. CRM 13700 - Cardiologista.